Em declarações antes do confronto da Inglaterra contra a República Tcheca pela Liga das Nações, na terça-feira, Thomas Tuchel refutou as alegações de que sua equipe seria frágil na defesa, apesar de ter sofrido nove gols nos últimos três jogos.
A Inglaterra apresentou dúvidas na defesa após a derrota por 3 a 2 para a Espanha, com todos os gols resultantes de falhas de comunicação e de tomada de decisão.
Tuchel apontou erros individuais, e não problemas estruturais, como a causa das vulnerabilidades defensivas de sua equipe.
Defesa de nível superior à da maioria
“Ainda não é motivo de preocupação”, disse Tuchel ao se referir à capacidade defensiva de sua equipe.
“Achei que, em termos de defesa organizada, defesa em bloco e defesa ativa, estávamos em um nível mais alto do que em muitas outras partidas.
“Se a gente quiser analisar isoladamente o nosso desempenho dentro da estrutura e nas unidades das equipes, fiquei bastante satisfeito e acho que foi um passo à frente.”
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Erros individuais
Tuchel acrescentou: “Sofremos claramente com erros individuais quando estávamos com a posse de bola, especialmente na construção de jogadas mais recuadas; portanto, é claro que isso é algo que não podemos repetir. Não neste nível.”
“Por mais estranho que pareça, quando estávamos com a bola, éramos a maior ameaça para nós mesmos na área, porque cometíamos erros individuais demais.”
“Puramente no que diz respeito à defesa, não tenho nenhuma preocupação e confio que vamos conseguir.”
Crítica à identidade de jogo
Sobre as críticas ao estilo de jogo de sua equipe e as acusações de falta de identidade, Tuchel disse:
“Acho que houve muita discussão sobre isso antes [do jogo contra a Espanha].
“Acho que demonstramos nosso estilo e nossa coragem. Os jogadores mostraram uma identidade e a mantiveram durante os 90 minutos.
“Causamos muitos problemas para eles. Nós mesmos criamos alguns problemas por causa de erros individuais. Erros às vezes acontecem. Não deveriam, mas aconteceram.
“Colocamos os campeões mundiais e europeus à beira da derrota. Nos momentos decisivos, jogamos nosso melhor futebol.
“Continuamos atacando mesmo estando com um gol de vantagem. Ficamos ainda mais dominantes e mais perigosos.”
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