Lionel Messi marcou ontem à noite seu primeiro hat-trick em uma Copa do Mundo, levando a Argentina à vitória por 3 a 0 sobre a Argélia na estreia do Grupo J, em Kansas City.
Foi uma atuação que ressaltou sua importância duradoura para esta equipe, já que o jogador de 38 anos continua a dominar o campo com a mesma precisão que marcou sua atuação decisiva na final da Copa do Mundo de 2022.
A partida começou com Messi testando o defesa argelina logo no início, embora um gol inicial tenha sido anulado por impedimento aos quatro minutos. Ele acabou abrindo o placar aos 18 minutos, superando Luca Zidane com um chute com efeito de 25 jardas que o goleiro não conseguiu defender.
Messi ampliou a vantagem pouco depois da marca de uma hora de jogo, aproveitando um erro defensivo de Zidane para mandar a bola para o fundo da rede. Esse gol fez dele o jogador mais velho a marcar dois gols em uma partida da Copa do Mundo e elevou sua contagem para 10 gols no torneio desde que completou 35 anos. Esse marco individual supera o total de gols marcados em toda a carreira na Copa do Mundo por atacantes lendários como Diego Maradona, Thierry Henry e Cristiano Ronaldo.
Ele completou seu hat-trick aos 76 minutos, aproveitando um passe do substituto Nico Gonzalez. O feito marcou seu 16º gol em finais de Copa do Mundo, colocando-o empatado com Miroslav Klose no recorde histórico da competição. Ao entrar em campo, Messi também ampliou seu recorde para seis participações na Copa do Mundo, uma façanha de longevidade sem igual na era moderna.
A partida não ficou isenta de polêmicas. Durante o primeiro tempo, Messi se envolveu em uma disputa com o zagueiro Aissa Mandi que gerou pedidos de cartão vermelho. O árbitro e a equipe do VAR analisaram o incidente e permitiram que a partida continuasse sem nenhuma ação disciplinar, uma decisão que continuou sendo um dos principais pontos de discussão após o apito final.
O desempenho da Argentina foi marcado pela disciplina tática, mas a eficiência de Messi no terço final do campo continua sendo sua principal vantagem. Embora a equipe continue bem organizada, a capacidade de seu capitão de ditar o ritmo e concretizar oportunidades criadas sob forte pressão posiciona a Argentina como uma séria ameaça na defesa de seu título.
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