A Copa do Mundo de 1994 foi a faísca que acendeu a chama do futebol americano; 2026 deve ser a explosão.
Como co-anfitriões, os Estados Unidos (USMNT) carrega o peso das expectativas de uma nação, mas, pela primeira vez em uma geração, conta com um elenco e um técnico capazes de atendê-las.
Sob a orientação de Mauricio Pochettino, a “Geração de Ouro” amadureceu. Os Estados Unidos deixaram de ser apenas um conjunto de jogadores talentosos que atuam na Europa e desenvolveram uma identidade tática baseada na pressão de alta intensidade e em transições precisas.
Com a partida de abertura marcada para o deslumbrante SoFi Stadium, o objetivo não é apenas participar, mas garantir que o troféu permaneça em solo americano no dia 19 de julho.
Contra quem os Estados Unidos vão jogar no Grupo D?
A Seleção Masculina de Futebol dos EUA (USMNT) terá uma vantagem significativa na Costa Oeste durante a fase de grupos, já que jogará exclusivamente em Los Angeles e Seattle. Isso minimiza as viagens e permite que a equipe permaneça em um campo de base estável durante todo o mês de junho.
- 12 de junho: EUA x Paraguai (SoFi Stadium, Los Angeles) – 21h (horário da costa leste)
- 19 de junho: EUA x Austrália (Lumen Field, Seattle) – 15h (horário da costa leste)
- 25 de junho: EUA x UEFA – Repescagem C (SoFi Stadium, Los Angeles) – 22h (horário da costa leste)
O plano tático: o efeito Pochettino
Mauricio Pochettino trouxe para a seleção nacional o rigor tático característico dos clubes. Desde que assumiu o cargo, ele tem utilizado principalmente um 4-2-3-1 flexível, que se transforma em uma defesa com três zagueiros quando a equipe está com a posse de bola.
O segredo desse sistema é a dupla de volantes no meio-campo — geralmente Tyler Adams e Weston McKennie —, que garantem a cobertura defensiva para que os laterais possam avançar com liberdade.
O maior sucesso de Pochettino foi estabilizar uma defesa que muitas vezes parecia instável em 2024. Ao escalar Chris Richards e o veterano Tim Ream na zaga, a seleção dos EUA tornou-se significativamente mais difícil de ser vencida.
O destaque da partida: Christian Pulisic
Não há o que discutir. Christian Pulisic continua sendo o coração desta equipe. Agora com 27 anos e no auge de sua carreira no AC Milan, o Capitão América evoluiu de um puro ponta para um sofisticado armador.
Pochettino costuma dar a Pulisic liberdade para se deslocar para dentro vindo da esquerda, criando sobreposições nos meios-espaços e permitindo que sua capacidade de criar jogadas e finalizar decisivas determine o resultado das partidas. Para que os EUA cheguem longe, Pulisic precisa repetir o desempenho que vem apresentando na Série A no cenário mundial.
O candidato a revelação: Diego Luna
Embora os nomes de sempre dominem as manchetes, fique de olho em Diego Luna, do Real Salt Lake. Após uma sensacional temporada de 2025 na MLS, Luna conquistou seu espaço nos planos de Pochettino.
Sua habilidade de dar passes precisos no terço final do campo oferece um “Plano B” quando os adversários se posicionam em um bloco defensivo baixo. Para os apostadores, Luna é um “jogador a ser observado” nos mercados de assistências.
Qual é a escalação prevista dos Estados Unidos para a Copa do Mundo?
Formação: 4-2-3-1
Matt Freese; Sergino Dest, Chris Richards, Tim Ream, Antonee Robinson; Tyler Adams, Weston McKennie; Gio Reyna, Diego Luna, Christian Pulisic; Folarin Balogun.
- No gol: Matt Freese (NYCFC) ultrapassou oficialmente Matt Turner como o goleiro titular.
- Em recuperação: Antonee Robinson está de volta à plena forma física após um pequeno susto com o tornozelo em fevereiro.
- O banco de reservas: Ricardo Pepi e Patrick Agyemang representam duas opções físicas bem diferentes, caso seja necessário marcar um gol no final da partida.
Será que os Estados Unidos podem ganhar a Copa do Mundo?
O Grupo D é acessível, e a seleção masculina de futebol dos EUA deve terminar em primeiro lugar na chave com facilidade. No entanto, a nova fase de 32 equipes acrescenta um elemento de aleatoriedade que não existia anteriormente.
Se vencerem o grupo, provavelmente evitarão os grandes nomes até as quartas de final. Com uma torcida barulhenta em casa e a perspicácia tática de Pochettino, chegar às semifinais é uma aposta realista, embora ambiciosa.